Univap desenvolve equipamento que mede estímulos

12 May 2014

Software registra em tempo real atividade reflexa

 

Após quatro meses de desenvolvimento e testes, alunos e professores dos cursos de fisioterapia e engenharia da computação, da Universidade do Vale do Paraíba iniciam o processo de validação de um equipamento que tem como objetivo medir, de forma lúdica, o tempo de ação e reação de pacientes portadores de doenças como déficit motor e de atenção, hiperatividade, ataxia cerebelar, paralisia cerebral e acidente vascular encefálico.

 

O equipamento é constituído de uma caixa com ‘leds’, conectado via bluetooth a um computador, que através de um software registra em tempo real o tempo de ação e reação, a resposta ao estímulo visual e posteriormente é possível avaliar o progresso alcançado com o tratamento.

 

Embora não seja a principal função do equipamento, ele também pode ser utilizado para verificar o tempo de ação e reação de pessoas que consumiram bebidas alcóolicas. Em um teste preliminar com um voluntário, o aparelho demonstrou, por exemplo, que ao realizar o exame sem o consumo de bebida o voluntário teve um tempo de reação após o protocolo de 17 segundos, e depois do consumo de uma lata e meia de cerveja, este tempo foi 50% maior – 34 segundos.

 

Ao desenvolver esse trabalho, a Universidade buscou um equipamento menos tradicional e que tratasse o paciente de forma mais lúdica e dinâmica, assim como outros projetos (game do câncer de mama, por exemplo) já desenvolvidos na Universidade para outras finalidades na área de saúde.

 

Visando essa nova forma de tratamento, a fisioterapeuta Ana Carolina Borges, aluna de mestrado da Universidade, utilizará o equipamento como uma das formas de avaliação de seu projeto com pacientes pós Acidente Vascular Encefálico. No estudo os pacientes realizarão o protocolo, antes e após 10 sessões de tratamento com terapia virtual e/ou fisioterapia convencional. O intuito é que o equipamento quantifique se houve ou não diminuição do tempo de reação dos voluntários da pesquisa.

 

Segundo o Prof. Alessandro Mendes, que orientou o projeto que teve início na engenharia da computação com o aluno Diego Braga, “essa interface entre as áreas têm se mostrado muito importante e também motivacional tanto para o aluno, quanto para os professores e o maior beneficiado com tudo isso é o paciente que procura a Universidade para se tratar e ter uma qualidade de vida melhor dentro de suas limitações”, afirma.

 

Outro idealizador do projeto é o Prof. Dr. Mario Lima, coordenador do curso de fisioterapia da Universidade. “Temos pacientes aqui que chegam bebê e provavelmente ficarão aqui por 10 a15 anos e temos que buscar tecnologias lúdicas e dinâmicas para que o paciente se motive mais e obtenha mais progresso no seu tratamento e, se temos aqui dentro da faculdade pessoas e condições para desenvolver novos projetos, temos que aproveitar. É bom para todos. Abre novas possibilidades e frentes de estudo e todos ganham – a instituição, o aluno e o paciente”, diz.

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